História de Igrapiúna


Igrapiúna surgiu de uma aldeia de índio Tupiniquins denominada "Igarapé-Una" que em Tupi Guarani significa pequeno rio de águas escuras. A partir do início do século XVIII, os Portugueses foram atraídos para o local, iniciando os cultivos de mandioca, arroz e cana-de-açúcar, datando desde a época o princípio da construção da Igreja de Nossa Senhora das Dores, padroeira da localidade.A pequena aldeia desenvolveu-se com base na agricultura e na exportação, por via marítima, dos seus produtos para a capital do Estado, tornado-se um dos principais produtores de mandioca da Região. No século XIX, o cacau que viria a ser uma das suas mais importantes culturas foi introduzido pelo Português José Pedro Gama.Em 28 de dezembro de 1797, foi decretada a elevação da Aldeia à categoria de Vila, com a denominação de Igrapiúna e incorporada a Camamu. A emancipação da Vila ocorreu em 1892, mantendo-se como cidade até 30 de novembro de 1928, quando foi novamente anexada a camamu, rebaixada à condição de distrito.A partir dos anos 50, a introdução de novos cultivos (como seringueira, cravo-da - índia e guaraná), ao lado da intensificação das culturas de dendê e do cacau, promoveram o desenvolvimento da sua agricultura em bases diversificadas, de acordo com a característica predominante em toda a região dos Tabuleiros de Valença. Mas os benefícios decorrentes do crescimento do setor primário foram reduzidos, levando a população de Igrapiúna a sucessivas tentativas de emancipação do município de Camamu. A criação do Município aconteceu somente nos anos 80. O primeiro pedido de emancipação ocorreu em 1962, sendo negado. Em 1980, nova solicitação foi encaminhada à Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, baseado desta vez, na expansão do cultivo de seringueira em Igrapiúna. Com a aprovação do projeto de Lei em 15 de dezembro de 1988 e o posicionamento favorável de 80% da população (expresso no plebiscito realizado em Janeiro de 1989), o Distrito foi, finalmente desmembrado de Camamu e elevado à condição de Município.A emancipação ainda não gerou os reflexos esperados e o Município enfrentou enorme carência de infra- estrutura básica, na educação e saúde . O município era carente na área de educação e Saúde . O primeiro professor de Igrapiúna, foi em 1903 o professor Salomão e dona Amélia em 1930, que morava na casa do Sr Mucinho o pai do Sr Antonio.A escola funcionava dentro da própria casa . Nesse tempo Igrapiúna já era cidade em 1942, quando Getúlio Vargas foi presidente decretou que a cidade que não arrecadasse 40 contos de reis, não podia ser cidade.Infelizmente Igrapiúna não deu e passou a ser Vila onde ficou a mercê e depois município de Camamu.O primeiro filho de Igrapiúna a se formar foi Dr. Davi Ribeiro filho de Getúlio Braga, o segundo foi Dr. Aparecido Filho de Ametério.No Litoral - A primeira professora, do litoral foi a Senhora Maria de Abrão onde ensinava na casa de dona Ângela Maria de Alcantra apelidada por Cacinha em 1946, onde só continha uma mesa e os bancos, canetas só de pena com tinteiro.Na fazenda Pedra, foi dona Maria Martinha da Conceição em 1950.Nos tempos de Quaresma, a pescaria era como uma festa onde as donas de casa se preparavam para receber seus pescadores que chegavam tocando búzio, avisando que trazia muitos peixes.As esmolas de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário que vinha de Maraú, trazendo alegria para toda região arrecadando dinheiro. Na década de 90, a crise da atividade agrícola agravou o quadro Sócio-econômico de Igrapiúna que, situada nas proximidades de Ituberá e de Camamu, vê tolhidas as suas perspectivas de expansão autônoma, mercê dos efeitos polarizadores exercidos por aquelas sedes municipais.O município de Igrapiúna foi criado pela Lei Estadual nº 4.835 de 25 de fevereiro de 1989, a partir do desmembramento de distrito de mesma denominação do território de Camamu. O Município ocupa uma área de 515 Km, estando limitado ao norte por Ituberá, ao Sul por Camamu, a oeste por Piraí do Norte e Ibirapitanga e a leste por Maraú e o Oceano Atlântico. A sede municipal tem coordenado geográficas de 13º49 latitude sul e 39º08 longitude oeste de Greenwich e está situada a 40 metros do nível do mar .Segundo a Lei Estadual nº 4.835, que determinou a criação do Município, os limites de Igrapiúna estão assim determinados.Com o município de Ituberá : começa na nascente do riacho Jussara ou Jacuba, daí em linha reta até a nascente do rio da Mariana, Cachoeira Grande ou Serinhaém, descendo por ele até o seu estuário na baía de Camamu.Com a baía de Camamu: começa no estuário do rio Serinhaém e vai até o estuário de Maraú. Com o município de Camamu: começa no estuário de Maraú,seguindo pelo canal entre a Ilha Grande e a Ilha de Pedra Furada, entre a Ilha das Flores e o continente até o canal onde desembocam os Rios Engenho da Mata e Pinaré; sobe pelo Rio Pinaré até sua nascente; daí em reta até o Rio Acarai, na foz do riacho Jatimana, sobe por ele até a sua nascente; daí em reta até a nascente do Rio Orojó; desce por ele até a foz do riacho Santa Rita, por este até sua nascente e daí em reta até a nascente do riacho Jussara ou Jacuba.Apenas o distrito-sede compõe o município de Igrapiúna, além de pequenas localidades rurais e litorâneas como Contrato, Ponta , Timbuca, Tubarões, Pescaria, Ponta do Santo, Rio do braço, Juliana etc.É constituído por Planícies Marinhas e Fluviomarinhas, Tabuleiros Costeiros e Tabuleiros Pré-Litorâneos, com predominância de baixas altitudes (de 0 a 200 metros).O clima de Igrapiúna é do tipo quente e úmido, com temperatura do ar variando de 21,8 a 31,4ºC e média anual de 25,3ºC. O período chuvoso concentra-se nos meses de maio, Junho e Julho e o índice de precipitação média anual é de 2.000 mm . O município de Igrapiúna é banhado por densa rede hidrográfica, que tem como principais cursos d'água os Rios Igrapiúna, que corta a sede, Serinhaém, Acarai, Orojó e Pinaré. Dente as quedas d'água que se formam em decorrência do relevo acidentado, merece destaque a cachoeira de Pancada Grande, situada no limite do Município com Ituberá

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